Disputa pelo Senado em SP vira teste de força dentro do PL
Valdemar Costa Neto embarca aos Estados Unidos entre 19 e 22 de abril em uma ofensiva de última hora para convencer Eduardo Bolsonaro a chancelar a candidatura de André do Prado ao Senado, movimento que ganhou caráter urgente após um recado público de Carlos Bolsonaro.
- Em resumo: Pressionado, Valdemar busca aval de Eduardo para apagar incêndio que ameaça a coesão do partido.
- Ponto-chave: Sem a bênção nos EUA, projeto de Tarcísio de Freitas para 2026 pode desandar.
Missão: convencer Eduardo e pacificar a ala ideológica
A passagem por Orlando, onde o deputado federal reside, tornou-se prioridade depois do post de Carlos: analistas ouvidos pela CNN Brasil apontam que o gesto expôs a fragilidade do comando partidário às vésperas das definições eleitorais.
“Valdemar, me ajude a te ajudar, antes que seja tarde… pelo amor de Deus!” — Carlos Bolsonaro, em rede social.
Efeito dominó até 2026 e a sombra de José Dirceu
Nos bastidores, dirigentes temem que a crise atrapalhe planos de expandir a bancada paulista e enfraqueça a posição de Tarcísio de Freitas, que conta com André do Prado para blindar sua reeleição. O desconforto se intensificou quando Valdemar comentou que José Dirceu poderia eleger-se com até 500 mil votos, provocando irritação na ala mais fiel ao bolsonarismo.
O histórico mostra que, em 2018, a vaga ao Senado em São Paulo foi decidida por menos de 10% de diferença entre coligações, ilustrando o peso estratégico desse posto. Especialistas lembram que a projeção de Dirceu acende alerta sobre a força de nomes da esquerda no maior colégio eleitoral do país, obrigando o PL a fechar fileiras o quanto antes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Revista Fórum