Levantamento indica divisão eleitoral entre grupos de fé e pressiona estratégias de campanha
Datafolha — O instituto divulgou recentemente novo recorte religioso que coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva numericamente à frente no primeiro turno, embora empatado no limite da margem de erro com o senador Flávio Bolsonaro.
- Em resumo: Lula avança entre católicos, enquanto Flávio resiste entre evangélicos, mantendo empate técnico no total.
Católicos impulsionam Lula; evangélicos sustentam Flávio
Segundo o Datafolha, a vantagem de Lula é puxada sobretudo pelos católicos, segmento que representa pouco mais da metade do eleitorado brasileiro, de acordo com dados do IBGE. Já entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro aparece à frente dentro da mesma margem estatística. Essa clivagem não é inédita: nas eleições de 2022, análises da BBC News já apontavam comportamento semelhante, evidenciando a força do voto confessional no País.
“No geral, o instituto aponta o presidente numericamente à frente no primeiro turno, empatado no limite da margem de erro com o senador.” — Datafolha
Por que a divisão religiosa importa nas urnas
Especialistas observam que o eleitor evangélico vem crescendo, passando de 22% em 2010 para cerca de 31% em 2022, segundo projeções do IBGE. Esse movimento pressiona campanhas a ajustar a comunicação para pautas morais e econômicas distintas. Do lado petista, interlocutores admitem intensificar agendas em templos e rádios gospel, enquanto aliados de Flávio pretendem reforçar a pauta de costumes entre católicos conservadores — uma arena ainda disputada.
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Crédito da imagem: Divulgação / Datafolha