Pesquisas sugerem maioria de dois terços para o estreante Tisza
Viktor Orbán enfrenta neste domingo (12) o pleito mais decisivo desde que retornou ao poder em 2010, agora pressionado pelo ex-aliado Péter Magyar e por denúncias de ingerência internacional na campanha.
- Em resumo: sondagens independentes apontam o Tisza com até 142 das 199 cadeiras do Parlamento.
Ex-aliado de Orbán toma a dianteira e atrai voto conservador
Magyar, líder do partido Respeito e Liberdade (Tisza), promete reconectar Budapeste à União Europeia, sem abrir mão da rígida política antimigração que agrada à base rural. Segundo levantamento divulgado pela agência Reuters, cinco institutos colocam a nova legenda 20 pontos à frente do governista Fidesz.
“A eleição decide se seguimos isolados ou retomamos recursos e confiança da Europa”, resume Mujtaba Rahman, analista do Eurasia Group, citando a chance de o Tisza alterar a Constituição.
Interferência externa amplia tensão e pode influenciar resultado
Apoiado publicamente por Donald Trump, Orbán recebeu na capital húngara o vice-presidente norte-americano J.D. Vance, que acusou Bruxelas de “interferência vergonhosa”. Em paralelo, veículos europeus relataram tentativas russas de manipular o voto, inclusive com a ideia de encenar um atentado falso para gerar comoção — episódio ainda sob apuração.
No campo econômico, a Hungria acumula três anos de crescimento nulo e tem € 13 bilhões de fundos europeus congelados por suspeitas de corrupção. Analistas lembram que uma vitória de Magyar destravaria parte desse montante, aliviando o déficit e atraindo investidores que, segundo o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, retiraram mais de € 4 bilhões do país desde 2022.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters