Pesquisas indicam vantagem apertada da oposição e incerteza nas ruas
Viktor Orbán vê sua longa permanência no comando do Parlamento húngaro ser colocada à prova em um pleito considerado o mais imprevisível desde que chegou ao poder, há 16 anos.
- Em resumo: coalizão oposicionista aparece ligeiramente à frente nas pesquisas e pode quebrar a hegemonia do partido Fidesz.
Como a crise econômica e choques com Bruxelas abriram brecha
A inflação de dois dígitos, cortes nos fundos europeus e sucessivas tensões com a Comissão Europeia corroeram o apoio popular ao premiê. Segundo levantamento citado pela Reuters, 48% dos eleitores afirmam desejar “mudança total” na condução do país.
“Se Orbán perder, será um terremoto político para toda a Europa Central”, resume a cientista política Edit Zgut, da Universidade de Varsóvia.
O que está em jogo para Hungria e União Europeia
Uma vitória da frente oposicionista, liderada por Peter Magyar, pode destravar bilhões de euros congelados em Bruxelas e recolocar Budapeste em rota de convergência com as regras democráticas do bloco. Já uma reeleição de Orbán sinalizaria continuação da política externa pragmática, com laços firmes a Moscou e Pequim, e manteria o veto húngaro a sanções mais duras contra a Rússia.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters