Programa nuclear e rota estratégica de petróleo emperram diálogo relâmpago no Paquistão
Irã – A delegação liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo chanceler Abbas Araghchi deixou Islamabad em 11 de abril de 2026, poucas horas depois de o vice-presidente norte-americano JD Vance também embarcar de volta aos Estados Unidos, selando o fracasso de mais de 20 horas de conversas.
- Em resumo: Disputas sobre o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz bloquearam qualquer avanço.
Maratona diplomática termina em impasse
Fontes da agência estatal Mehr confirmam que as reuniões se estenderam pela madrugada, mas estagnaram quando Washington exigiu limites verificáveis à capacidade de enriquecimento de urânio, enquanto Teerã cobrou o fim das sanções e liberdade de navegação no Golfo. Conforme destacou a Reuters, a rota de Ormuz responde por cerca de 20% do petróleo comercializado no planeta, o que amplia a pressão internacional por um entendimento.
“Apesar do clima construtivo, divergências essenciais permaneceram intransponíveis”, declarou um diplomata paquistanês que acompanhou as sessões a portas fechadas.
Impacto regional e próximos passos
A falha em Islamabad adiciona incerteza às chances de reativar o acordo nuclear de 2015, suspenso desde 2018, e pode intensificar patrulhas navais dos EUA no Golfo Pérsico. Especialistas lembram que cada episódio de tensão eleva prêmios de risco no preço do barril de Brent e alimenta a corrida armamentista entre potências do Oriente Médio.
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Crédito da imagem: Divulgação / Aamir QURESHI – AFP