Irã pressiona EUA após impasse no Estreito de Ormuz

Deivid Jorge Benetti
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Tehran - September 9, 2019, Military Museum, Offensive Missiles of the Armed Forces of the Islamic Republic of Iran

Ghalibaf desafia Washington a atender condições “sem hesitar”

Irã – O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou no último domingo, 12, que a delegação iraniana deixou a rodada de 21 horas de negociações no Paquistão sem qualquer acordo porque “os Estados Unidos não conquistaram nossa confiança”. A fala sinaliza que Teerã só volta à mesa se Washington apresentar garantias concretas.

  • Em resumo: Falta de confiança travou o diálogo e mantém o Estreito de Ormuz como ponto crítico.

Confiança abalada e 21 horas de conversas sem acordo

Segundo Ghalibaf, a delegação apresentara “iniciativas promissoras”, mas os representantes norte-americanos não corresponderam. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, confirmou o colapso das tratativas, atribuindo o impasse à recusa iraniana em aceitar a “proposta final”. Em nota, o porta-voz Esmail Baqaei citou divergências sobre o controle do Estreito de Ormuz, rota por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial, de acordo com levantamento da Reuters.

“Agora cabe a Washington decidir se pode cumprir as condições do Irã e demonstrar verdadeira boa-fé.” – Mohammad Bagher Ghalibaf, em rede social.

Estreito de Ormuz segue como peça-chave da disputa

O Estreito de Ormuz, onde Donald Trump ameaça impor bloqueio naval, volta a ser moeda de troca estratégica. Teerã exige liberdade para cobrar taxas de navios que cruzem a passagem, algo inédito e visto pelo Ocidente como risco a cadeias de suprimento globais. Analistas lembram que, em 2019, tensões semelhantes chegaram a disparar o preço do barril em 10% após ataques a petroleiros.

Além da rota marítima, Washington pressiona por um compromisso explícito de que o Irã não buscará armas nucleares “nem os meios para obtê-las rapidamente”. Até aqui, Teerã sinaliza disposição para novas conversas, mas só “com garantias verificáveis” — um ponto que pode prolongar o cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão, mas sem garantir a paz definitiva.

O que você acha? As exigências de confiança de Teerã são legítimas ou estratégia de pressão? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Shutterstock

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Deivid Jorge Benetti é jornalista e criador do portal Mostrando pra Você, com foco em cobertura política nacional e regional. Atua na análise de decisões governamentais, movimentações do cenário político e impactos diretos na sociedade, com atenção especial ao Rio Grande do Sul e à cidade de Porto Alegre. Com uma abordagem direta e informativa, busca traduzir temas complexos da política em conteúdos acessíveis ao público, mantendo o compromisso com a clareza, atualização e relevância das informações.