Datafolha: país dividido sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

Deivid Jorge Benetti
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Maioria pede punição, mas parcela expressiva defende o ex-presidente

Jair Bolsonaro – Uma nova pesquisa Datafolha, conduzida entre a última terça-feira 7 e quinta-feira 9 em 137 municípios, ouviu 2.004 brasileiros e revela que o país continua politicamente fraturado quando o tema é a eventual prisão domiciliar do ex-mandatário.

  • Em resumo: O estudo confirma um cenário de forte polarização, com apoio e reprovação quase empatados sobre a medida cautelar.

O que dizem os números do Datafolha

Segundo o instituto, a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos – metodologia padrão em levantamentos nacionais. Detalhes do relatório indicam que a aceitação ou rejeição à prisão domiciliar varia conforme renda, região e escolaridade, fenômeno que já havia aparecido em levantamentos anteriores citados pela agência Reuters.

A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todas as regiões do país entre 7 e 9 de novembro, abrangendo 137 cidades.

Por que o resultado importa para 2024

Além de nortear o clima político, o levantamento chega em meio às investigações do Supremo Tribunal Federal sobre suposta tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro e ao inquérito que apura possível fraude em cartões de vacinação. Analistas lembram que medidas cautelares como prisão domiciliar costumam influenciar diretamente a elegibilidade de figuras públicas e, consequentemente, o xadrez eleitoral municipal do próximo ano.

O que você acha? Na sua opinião, a prisão domiciliar seria justa ou excessiva? Para acompanhar outras análises de bastidores, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

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Deivid Jorge Benetti é jornalista e criador do portal Mostrando pra Você, com foco em cobertura política nacional e regional. Atua na análise de decisões governamentais, movimentações do cenário político e impactos diretos na sociedade, com atenção especial ao Rio Grande do Sul e à cidade de Porto Alegre. Com uma abordagem direta e informativa, busca traduzir temas complexos da política em conteúdos acessíveis ao público, mantendo o compromisso com a clareza, atualização e relevância das informações.