Fracasso das negociações reabre risco imediato ao suprimento global de petróleo
Estados Unidos – Em Islamabad, capital do Paquistão, a maratona de 21 horas de conversas com o Irã terminou sem consenso sobre o programa nuclear, reacendendo temores de escalada militar no Estreito de Ormuz.
- Em resumo: Sem acordo, Trump autorizou a interceptação de navios e a destruição de minas iranianas na principal artéria do petróleo.
Marinha dos EUA recebe ordem para “fechar a torneira” do Golfo
Ao anunciar a medida, Donald Trump classificou o pagamento de pedágio ao Irã como “ilegal” e prometeu impedir qualquer embarcação que aceite a cobrança. Segundo o vice-presidente JD Vance, a exigência central era um compromisso “irrevogável” de Teerã contra armas nucleares, condição rejeitada pela delegação iraniana. A nova diretriz no Golfo ocorre em uma rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo do planeta, alerta a agência Reuters.
“Também instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações (…) Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura”, declarou Trump.
Pressão energética global e histórico de desconfiança
O Irã, representado pelo presidente do Parlamento Mohammad-Bagher Ghalibaf, sustenta que seu projeto nuclear tem fins pacíficos e acusa Washington de tentar “mudança de regime”. O impasse revive lembranças de 2019, quando o mercado reagiu com alta de 4% no barril de Brent após incidentes semelhantes na mesma região. Analistas recordam que qualquer interrupção prolongada no Estreito costuma impactar diretamente fretes marítimos e índices de inflação nos principais importadores asiáticos e europeus.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters