Como decisões políticas fragilizam o atendimento no maior hospital federal do Sul
Grupo Hospitalar Conceição (GHC) – Em nota divulgada recentemente pela Associação dos Servidores, o hospital que deveria ser referência no SUS vira exemplo de má gestão, sobrecarregando equipes e colocando a assistência em xeque.
- Em resumo: Absenteísmo recorde e rotatividade sem critério sinalizam um colapso iminente na enfermagem.
Terceirizações e PPPs: rota de choque com a essência pública
Relatos apontam que o GHC abriu espaço para loteamento político de cargos e cogita Parcerias Público-Privadas, estratégia que historicamente encarece serviços e pulveriza responsabilidades, segundo levantamento do G1.
“Saúde não é mercadoria, e o futuro do SUS dependerá das escolhas feitas agora.”
O impacto vai além dos muros do hospital
Dados do Conselho Nacional de Saúde mostram que o Brasil investe cerca de 3,8% do PIB em saúde pública, metade da média dos países da OCDE. Nesse vácuo de recursos, modelos que priorizam corte de custos imediatos – como terceirizações – tendem a replicar a precarização observada no GHC em outros serviços estratégicos.
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Crédito da imagem: Divulgação / ASERGHC