Investimento pesado promete influência, tecnologia e empregos até 2030
NASA – Sob a transmissão da Band, a agência desembolsa valores inéditos para recolocar astronautas na órbita lunar, enquanto tenta provar ao Congresso que cada dólar investido se converte em liderança geopolítica e novos negócios.
- Em resumo: cada voo da cápsula Orion sai por US$ 4,1 bi e o programa Artemis já soma US$ 93 bi.
Quanto realmente custa ir (de novo) à Lua?
Dados do inspetor-geral da agência apontam que apenas a construção e o lançamento de uma cápsula tripulada Orion superam US$ 1 bi, além de propulsores, infraestrutura e suporte europeu. O relatório estima um orçamento total de US$ 93 bi até 2025 – valor superior ao PIB anual de países como Croácia ou Uruguai.
“Não se enganem, estamos em uma nova corrida espacial com a China”, alertou o senador Ted Cruz durante audiência no Senado em 2025.
O que os EUA ganham além do glamour científico?
Especialistas lembram que cada programa espacial gera ondas de inovação: espumas viscoelásticas, revestimentos anti-risco e purificadores de ar nasceram de missões passadas. Agora, o governo quer também retorno estratégico: um posto lunar permanente até 2030 serviria de trampolim para Marte e impediria que Pequim fincasse a primeira bandeira dessa nova era.
Há ainda um motor econômico. A consultoria Morgan Stanley projeta que a economia espacial global pode bater US$ 1 trilhão em 2040, impulsionada por satélites, centros de dados em órbita e turismo suborbital. Gigantes como SpaceX e Blue Origin disputam contratos e já colocaram mais de 10 mil satélites em baixa altitude, ampliando preocupação com detritos – questão que a Artemis terá de monitorar.
O que você acha? Vale investir tantos bilhões pela liderança lunar ou o dinheiro deveria ficar na Terra? Para mais análises de tecnologia e espaço, visite nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / NASA