Mudança acelera busca por soberania digital e corta custos públicos
Direção Interministerial do Digital da França (DINUM) determinou recentemente que todos os ministérios apresentem, até o outono de 2026, um plano concreto para abandonar o Windows e demais softwares norte-americanos, iniciando a migração definitiva para estações de trabalho com Linux a partir de 2027.
- Em resumo: 500 mil postos de trabalho do governo francês trocarão o ecossistema Microsoft por soluções abertas e nacionais.
Mais que trocar o sistema: apps, nuvem e IA também entram no pacote
A nova diretriz cobre todo o stack tecnológico do setor público: de sistemas operacionais a videoconferência. Ferramentas próprias, reunidas na La Suite Numérique, substituirão Teams e Zoom. A Previdência Social já migrou 80 mil funcionários, e o Visio (videoconferência) e o Tchap (mensageria criptografada) contam com mais de 600 mil servidores ativos. A movimentação segue a tendência europeia apontada por especialistas em soberania digital, como destaca reportagem do Canaltech.
“O Estado não pode mais se contentar em constatar suas dependências, ele precisa sair delas”, ressaltou o ministro David Amiel.
Economia de milhões e possível efeito dominó na União Europeia
A DINUM mapeou economia potencial similar à da Baviera, onde a adoção de Linux e LibreOffice gerou previsão de corte de € 15 milhões em licenças. Analistas lembram que França e Alemanha já pressionam Bruxelas por regras mais duras contra dependência tecnológica externa – cenário que pode incentivar outros governos a replicarem a estratégia francesa. Para o mercado, abre-se um nicho bilionário de suporte, customização e treinamento em código aberto.
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Crédito da imagem: Divulgação / DINUM