Chanceler cubano exalta apoio e cutuca Washington em nota oficial
Bruno Rodríguez — O ministro das Relações Exteriores da ilha caribenha agradeceu, recentemente, aos governos do Brasil, do México e da Espanha por se posicionarem contra qualquer ação militar dos Estados Unidos em território cubano, ressaltando o peso diplomático do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na articulação.
- Em resumo: Havana diz que o respaldo latino-europeu freia pressões por uma resposta armada de Washington.
Nota conjunta condena uso da força e pede diálogo
Segundo o chanceler, a manifestação assinada pelos três países sublinha que “o caminho legítimo é o diálogo”, afastando “aventuras armadas”. A avaliação ecoa a posição histórica de Brasília de defesa da não intervenção, postura que voltou a ganhar visibilidade sob Lula. De acordo com dados compilados pela agência Reuters, o Departamento de Estado americano enfrenta críticas externas sempre que cogita endurecer a política em relação à ilha.
“Agradecemos, de maneira especial, ao presidente Lula e aos governos irmãos por defenderem a paz e a soberania cubana”, registrou Rodríguez na declaração oficial distribuída à imprensa de Havana.
Embargo, eleições nos EUA e riscos de escalada regional
Embora a Casa Branca não confirme planos de ação militar, a hipótese voltou à mesa de analistas depois de parlamentares republicanos sugerirem “todas as opções” contra o regime. O contexto esbarra em um histórico de tensão que inclui o embargo econômico em vigor desde 1962, a crise dos mísseis e a recente inclusão de Cuba na lista de patrocinadores do terrorismo. Especialistas lembram que, em ano eleitoral nos Estados Unidos, discursos mais duros tendem a ganhar fôlego, mas raramente contam com apoio multilateral.
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Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo