Restauração revela memórias soterradas pelas águas gaúchas
UFRGS – Nesta quarta-feira (22), o Centro Cultural da universidade abriu as portas para “Álbuns submersos: arquivos emergentes”, exposição que entrega ao público fotografias deterioradas pelas enchentes de 2024 e recuperadas ao longo de quase dois anos.
- Em resumo: Imagens destruídas pela água voltam a existir após processos artesanais e digitais de restauração.
Laboratórios improvisados recuperam acervos pessoais
Entre tanques de lavagem montados às pressas e softwares de edição, o projeto Resgate de Memória salvou centenas de negativos e impressões fotográficas. Segundo reportagem da GZH, as cheias de 2024 inundaram mais de 90 municípios, colocando em risco não só residências, mas também o patrimônio afetivo de milhares de famílias.
“As imagens, danificadas pelas cheias, passaram por processos de restauração em laboratórios improvisados de lavagem, além de técnicas de recuperação digital.”
Por que a mostra importa para a memória coletiva do RS
A iniciativa preenche lacunas históricas: o desastre climático destruiu fotografias que sintetizavam genealogias e tradições locais. Exibir esses registros devolve identidade a comunidades atingidas e reforça o debate sobre conservação preventiva, tema cada vez mais urgente diante de eventos extremos que, segundo a Defesa Civil, tendem a se repetir.
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Crédito da imagem: Divulgação / Resgate de Memória