Salto de 1.253% em um ano expõe a força do crédito consignado nas casernas
Forças Armadas – Entre 2020 e 2026, repasses descontados diretamente dos contracheques de militares destinaram R$ 137,3 milhões ao Banco Master, segundo o Portal da Transparência, reforçando a dependência do banco por receitas de empréstimos consignados.
- Em resumo: Repasse equivale a 12,6% de tudo que o Master recebeu de órgãos federais no período.
Escalada inédita após a chegada de Daniel Vorcaro
Dados oficiais mostram que, antes da aquisição do antigo Banco Máxima por Daniel Vorcaro em 2019, o produto praticamente não existia. Em 2020, a Aeronáutica repassou R$ 1 milhão; já em 2021 o volume total saltou para R$ 43,4 milhões — alta de 1.253%. O pico veio em 2025, com R$ 404,8 milhões movimentados, ano em que o Master entrou em liquidação decretada pelo Banco Central, conforme noticiado pela agência Reuters.
“Os valores envolvidos são oriundos de rendimentos particulares dos militares para o pagamento de dívidas privadas”, afirmou o Exército, ressaltando que atua apenas como interveniente nos descontos em folha.
Impacto para os militares e para o mercado de crédito
Embora o Exército, a Marinha e a Aeronáutica não desembolsem verbas próprias, especialistas alertam que o endividamento de servidores tende a crescer: de acordo com a Febraban, o estoque nacional de crédito consignado ultrapassou R$ 560 bilhões em 2025, um recorde histórico. A facilidade de aprovação e as taxas mais baixas continuam atraindo fardados, mesmo após a liquidação do Master, que segue recebendo parcelas já contratadas.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1