Negócio fortalece a primeira cadeia ocidental de ímãs sem dependência da Ásia
Serra Verde – A mineradora goiana teve seu controle transferido para a norte-americana USA Rare Earth (USAR) em um negócio estimado em US$ 2,8 bilhões, anunciado na última segunda-feira (20), que muda o tabuleiro geopolítico dos minerais essenciais a tecnologias limpas e defesa.
- Em resumo: única mina brasileira de argilas iônicas agora integra plano dos EUA para reduzir domínio chinês.
Acordo bilionário prevê fornecimento protegido por 15 anos
O contrato inclui preços mínimos garantidos para toda a produção da Fase I, medida que oferece “fluxos de caixa seguros” à operação, segundo comunicado da USAR. De saída, a nova companhia combinada passa a deter oito unidades espalhadas por Brasil, EUA, França e Reino Unido, cobrindo etapas de mineração à metalização. Dados compilados pela Reuters apontam que mais de 90 % das terras raras ainda vêm da China, cenário que Washington tenta reverter desde 2019.
“As operações da Serra Verde terão papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia”, declarou a empresa brasileira ao mercado.
Por que Goiás virou peça-chave na transição energética global
Pela Ema, em Minaçu (GO), extrai Disprósio, Térbio e Ítrio – elementos críticos para ímãs permanentes usados em veículos elétricos, turbinas eólicas e mísseis guiados. A planta iniciou produção em 2024 e deve dobrar volume até 2030. Especialistas veem o movimento como resposta direta às restrições de exportação impostas por Pequim em 2023, enquanto o governo dos EUA já sinalizou incentivos fiscais a fabricantes que abasteçam cadeias locais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil