Criação da estatal TerraBrás volta ao radar após negócio bilionário
Serra Verde – A recente compra da mineradora de terras-raras por um conglomerado dos Estados Unidos recolocou em rota de colisão o PT, que defende a estatal TerraBrás, e a Câmara dos Deputados, acelerada para votar um marco regulatório favorável ao capital privado.
- Em resumo: Aquisição estrangeira pressiona governo a decidir entre controle estatal e abertura total do setor.
Compra bilionária reforça apetite externo por minérios estratégicos
O negócio, estimado em centenas de milhões de dólares, ocorre em meio à corrida global por componentes indispensáveis a carros elétricos e turbinas eólicas. Segundo relatório recente da Reuters, o Brasil detém uma das maiores reservas de terras-raras fora da Ásia, tornando-se alvo prioritário de gigantes internacionais.
“A compra da Serra Verde por uma empresa americana contrapõe PT, governo e a pressa da Câmara em aprovar um marco favorável ao setor privado.”
Marco legal expõe choque entre Planalto e Câmara
No Congresso, deputados articulam votar ainda neste semestre um projeto que flexibiliza exigências de conteúdo local e reduz etapas de licenciamento ambiental. Já no Planalto, alas do PT defendem a TerraBrás como instrumento de soberania sobre recursos estratégicos, argumento reforçado após a privatização da Eletrobras em 2022.
Historicamente, o País alternou ciclos de nacionalismo e abertura completa no setor mineral. A Vale, privatizada em 1997, é citada pelos defensores do mercado como exemplo de expansão de investimentos, enquanto críticos mencionam perda de arrecadação e controle tecnológico.
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Crédito da imagem: Divulgação / CartaCapital