Investigação aponta cabos rompidos e coloca manutenção sob suspeita
O parque de diversões instalado em Guaíba ganhou novos holofotes após a divulgação de um vídeo gravado por um passageiro que mostra, segundo a Polícia Civil, o exato instante em que o brinquedo de queda livre despenca cerca de dois metros, ferindo 12 pessoas no último domingo (19).
- Em resumo: gravação expõe rompimento de cabos e acelera apuração sobre falhas de manutenção.
Vídeo muda o rumo da perícia e pressiona responsáveis
Nos segundos capturados pela câmera de celular, é possível ouvir gritos antes do impacto e ver peças metálicas se desprendendo. A perícia já confirmou que dois cabos de sustentação estavam rompidos, mas ainda avalia se a tração excessiva, corrosão ou montagem inadequada provocou o colapso.
“Ainda é prematuro apontar o rompimento como causa primária do acidente”, frisou um perito criminal ao encerrar a primeira fase dos testes estruturais.
Histórico de acidentes reforça debate sobre regras de segurança
Casos semelhantes ocorreram em São Paulo (2022) e Minas Gerais (2021), reacendendo discussões sobre a Portaria 125/2022 do Inmetro, que exige laudos anuais para atrações itinerantes. Especialistas em engenharia mecânica lembram que a norma da ABNT 15926 recomenda inspeções visuais diárias e manutenção preventiva a cada 300 horas de uso — documentos que, segundo a investigação, não foram apresentados pelos operadores de Guaíba.
Além do impacto humano, parques que descumprem a legislação podem sofrer multa de até R$ 5 mil por dia e cassação de alvará. A prefeitura informou que aguarda o laudo final para decidir se interditará todo o complexo ou apenas a atração envolvida.
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Crédito da imagem: Divulgação / Porto Alegre 24 Horas