Crise de dívidas expõe risco social e eleitoral em 2024
Famílias brasileiras enfrentam um pico de inadimplência sem precedentes, registrado recentemente, enquanto o governo corre para conter os impactos políticos e econômicos do fenômeno.
- Em resumo: 82 milhões de pessoas estão com o nome negativado, afetando consumo e arrecadação.
Do cartão à aposta esportiva: por que o vermelho explodiu
Levantamentos de entidades de crédito mostram que, além dos juros altos do cartão, o avanço dos empréstimos de curto prazo virou armadilha para parte da população. A popularização de “bets” on-line, que prometem ganhos fáceis, ampliou o estrago: muitos usuários relatam estarem negativados em vários bancos após sucessivas tentativas de recuperar perdas.
“Mais de 80% das famílias estão endividadas, o maior patamar da série histórica”, aponta pesquisa nacional de entidades do setor financeiro.
Consequências: consumo em queda e cofres públicos sob pressão
Com menos crédito disponível, o varejo sente desaceleração nas vendas de bens duráveis, enquanto a arrecadação de impostos sobre consumo encolhe. Economistas recordam que situações parecidas, como a registrada em 2016, exigiram programas de renegociação e injeção de liquidez. Agora, discute-se a ampliação do Desenrola Brasil e a criação de regras mais rígidas para publicidade de apostas on-line — setor que movimentou R$ 12 bilhões em 2023, segundo a Associação Nacional de Jogos Digitais.
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Crédito da imagem: Divulgação / BBC News