Marca d’água invisível entregou a verdadeira origem das imagens
Forças de Defesa de Israel – Imagens que viralizaram recentemente nas redes sociais, mostrando um militar reinstalando uma estátua de Jesus Cristo em Debel, no sul do Líbano, foram criadas por inteligência artificial, segundo verificação técnica.
- Em resumo: SynthID, do Google, apontou com “muita alta” confiança que as fotos são sintéticas.
Ferramenta do Google crava origem artificial
O laboratório de checagem submeteu os arquivos ao SynthID, tecnologia desenvolvida para rastrear marcas d’água digitais imperceptíveis a olho nu. O resultado confirmou a autoria artificial, invalidando as postagens que circulavam com legendas exaltando o “respeito de Israel pelos cristãos”. Como detalhou reportagem da Reuters, o caso ganhou repercussão após um soldado real ter sido filmado depredando a estátua original, fato que motivou investigação militar.
“Criado com IA do Google – Synth ID identificado em todo ou parte do conteúdo carregado. Confiança do SynthID: Muito Alta”.
Contexto regional e onda de desinformação
O episódio reflete a escalada de deepfakes em cenários de conflito: levantamento da empresa de cibersegurança Sensity indica aumento de 900% em conteúdos políticos manipulados desde 2022. No fronte líbano-israelense, onde tensões religiosas e territoriais já são altas, esse tipo de falsificação potencializa reações e inflama debates públicos.
O que você acha? Deepfakes devem receber punições mais duras em períodos de conflito? Para acompanhar nossos especiais sobre geopolítica e tecnologia, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Exército de Israel