Promessas de vistos fáceis atraíram dezenas de vítimas e geraram prejuízo milionário
Quatro brasileiros foram detidos recentemente pelas autoridades norte-americanas sob acusação de chefiar uma suposta consultoria migratória que, na prática, vendia ilusões de regularização a imigrantes em situação irregular.
- Em resumo: grupo se apresentava como advogado, cobrava até US$ 10 mil por processo e entregava documentos falsos.
Como o golpe funcionava e por que a denúncia ganhou força
De acordo com o inquérito, o quarteto operava na Flórida e em Massachusetts, anunciando “soluções rápidas” para green card em redes sociais voltadas à comunidade brasileira. A investigação aponta que eles usavam formulários do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) para dar aparência de legalidade, mas nunca protocolavam os pedidos. Segundo levantamento da Reuters, fraudes desse tipo vêm crescendo desde 2020, acompanhando a alta demanda por vistos de trabalho.
“As provas indicam que os réus agiam deliberadamente para enganar imigrantes vulneráveis, obtendo centenas de milhares de dólares em benefício próprio”, afirmaram promotores federais no documento que embasou as prisões.
Consequências para vítimas e para os acusados
Além de perderem dinheiro, muitas vítimas tiveram seus dados expostos e agora enfrentam risco maior de deportação por terem enviado informações falsas sem saber. Os brasileiros presos respondem por conspiração para cometer fraude eletrônica e podem pegar até 20 anos de prisão, além de multas pesadas.
Nos últimos cinco anos, o USCIS investiu em campanhas de alerta e abriu um canal específico para denúncias de “notários” que se passam por advogados — prática proibida no país. Especialistas lembram que somente profissionais licenciados podem prestar consultoria legal sobre imigração; qualquer outra promessa deve ser verificada diretamente nos sites oficiais do governo norte-americano.
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Crédito da imagem: Divulgação / Departamento de Justiça dos EUA