Escalada de temperaturas pressiona produtores e ameaça segurança alimentar global
FAO e Organização Meteorológica Mundial – Em documento divulgado recentemente, as agências da ONU alertam que a frequência recorde de ondas de calor já leva a produção agrícola “ao limite” e expõe mais de um bilhão de pessoas a riscos de saúde e perda de renda.
- Em resumo: Fenômenos extremos aceleram quebras de safra e ampliam a insegurança alimentar em várias regiões.
Calor persistente reduz rendimento de culturas chave
Segundo o relatório, a soja, o milho e o trigo estão entre as culturas que mais sofrem com temperaturas superiores a 35 °C durante períodos críticos de desenvolvimento. Estudo citado pelo documento e publicado pela Reuters mostra que a produtividade do milho pode cair até 7% a cada dia adicional de calor extremo.
“As temperaturas médias em áreas agrícolas subiram 1,2 °C desde 1990, colocando em xeque a estabilidade dos sistemas alimentares”, destaca o relatório das agências da ONU.
Impacto social: mais de 1 bilhão em vulnerabilidade
Além das perdas econômicas, o documento ressalta que trabalhadores rurais em países tropicais enfrentam maior risco de exaustão térmica, enquanto comunidades dependentes da agricultura ficam expostas a preços voláteis de alimentos. Dados do Banco Mundial indicam que 65% da população de baixa renda vive em áreas rurais – um cenário que amplia o alcance da crise.
O que você acha? A agricultura conseguirá se adaptar ao ritmo atual do aquecimento? Para mais análises sobre clima e economia global, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / FAO