Pulso submarino de calor no Pacífico pode virar o jogo climático
El Niño – O fenômeno ganhou novo impulso recentemente com a detecção de uma poderosa Onda Kelvin no Pacífico Oeste, o que eleva a chance de um episódio mais forte ainda em 2023, segundo cientistas que monitoram o oceano.
- Em resumo: Massa de água muito quente avança em profundidade e pode emergir na superfície nos próximos meses, potencializando o El Niño.
Como a Onda Kelvin pode inflar as temperaturas globais
A Onda Kelvin atua como um “tapete rolante” que empurra calor das profundezas do Pacífico Oeste até áreas próximas à linha do Equador. Quando esse calor alcança a superfície, tende a alterar ventos, chuvas e temperaturas em escala planetária. Segundo dados citados pela BBC News, eventos de El Niño robustos já foram responsáveis por quebras de recordes de temperatura global.
“Cientistas que monitoram o clima observam com atenção o surgimento de uma nova e poderosa Onda Kelvin no Pacífico Oeste, o que aumenta o potencial de um episódio de El Niño mais forte neste ano.”
Histórico e impactos esperados no Brasil e no mundo
Episódios fortes anteriores, como os de 1997-1998 e 2015-2016, provocaram enchentes na Califórnia, seca severa no Sudeste Asiático e prejuízos bilionários à agricultura sul-americana. No Brasil, o padrão costuma favorecer chuvas acima da média no Sul e estiagem no Norte e Nordeste, alterando produção agrícola, risco de queimadas e até preços de energia elétrica.
Dessa vez, o mercado de commodities agrícolas já reage: consultorias de soja e milho ajustam projeções de safra, enquanto governos latino-americanos reforçam planos de contingência para cheias e deslizamentos. A Organização Meteorológica Mundial indica 60% de probabilidade de o aquecimento ultrapassar 1,5 °C em algum mês até 2027 se o El Niño for tão intenso quanto se projeta.
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Crédito da imagem: Divulgação / MetSul