Influencer do 8 de Janeiro dribla restrições e mira Câmara

Deivid Jorge Benetti
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Cautelares do STF não freiam ambição política do youtuber catarinense

Bismark Fugazza – sob investigação por suposto envolvimento na depredação dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 – confirmou, recentemente, que pretende disputar uma vaga de deputado federal por Santa Catarina. Apesar de integrar a lista de réus que seguem monitorados pelo Supremo Tribunal Federal, o influenciador filiado ao Podemos ainda está proibido de sair do município de Penha e de utilizar redes sociais para fins políticos.

  • Em resumo: mesmo monitorado por tornozeleira eletrônica e com comunicação restrita, Fugazza lançou pré-candidatura à Câmara.

Do silêncio judicial ao palanque eleitoral

As medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes incluem recolhimento noturno, bloqueio de perfis digitais e a proibição de participar de manifestações públicas. A defesa do empresário sustenta que a Constituição garante o direito de elegibilidade, argumento que já apareceu em casos similares, segundo apuração da CNN Brasil.

“Fugazza está impedido de deixar Penha (SC) e de manter contato com outros investigados até novo despacho do STF”, registra decisão de Moraes datada de 2023.

Como o 8 de Janeiro pode pesar na campanha de 2026

Analistas eleitorais lembram que o próximo pleito federal será o primeiro após os ataques à democracia, transformando réus do 8/1 em protagonistas – ou em símbolos negativos – do debate público. Santa Catarina, estado onde Jair Bolsonaro superou 69% dos votos no segundo turno, tende a ser campo fértil para candidatos que se alinham à pauta conservadora. Ainda assim, permanecer sob vigilância judicial pode limitar agendas presenciais, produção de conteúdo e arrecadação de campanha.

O Podemos, partido que abriga o youtuber, tenta se reposicionar após perder nomes de projeção nacional. Internamente, a legenda avalia que uma candidatura “antiestablishment” pode atrair um eleitorado insatisfeito com Brasília, mas sem colar a imagem de que defende atos violentos contra instituições.

O que você acha? A investigação judicial deve barrar a ambição política de réus do 8/1? Para mais análises sobre o cenário eleitoral, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / O Antagonista

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CEO e fundador com atuação em Porto Alegre e região metropolitana. Comunicador e produtor de conteúdo jornalístico, lidera a criação de reportagens, coberturas ao vivo e projetos multimídia voltados à informação local, com presença ativa nas redes sociais e plataformas digitais. À frente do MPV, desenvolve um trabalho independente focado em dar visibilidade a temas de interesse público, aproximando a comunidade das notícias do dia a dia com linguagem acessível e dinâmica. Seu trabalho se destaca pela agilidade na apuração, proximidade com o público e compromisso com a informação. .