Conexão via satélite quer acabar com os “desertos digitais” do país
Starlink e a operadora brasileira Alares anunciaram, em parceria inédita, que começarão a oferecer os planos de 100 Mbps a 400 Mbps da constelação da SpaceX a partir de maio, mirando localidades onde a fibra óptica ainda não chegou.
- Em resumo: acordo utilizará a estrutura orbital da Starlink e a capilaridade comercial da Alares em 230 cidades de sete Estados.
Como a união com a Alares expande o alcance da constelação
A Alares soma 825 mil assinantes, 120 lojas físicas e atende do interior paulista ao Nordeste. Com o novo portfólio, a companhia passará a ofertar antenas e terminais prontos para instalação imediata, aproveitando o boom de demanda pós-pandemia por trabalho remoto em áreas rurais. Para o mercado, a jogada reforça a ofensiva da SpaceX para aumentar os cerca de 660 mil usuários brasileiros já contabilizados pela Anatel. Detalhes sobre divisão de receita permanecem sigilosos, mas especialistas lembram que, globalmente, o tíquete médio da Starlink supera US$ 110, segundo levantamento do Canaltech.
“Não estamos apenas vendendo conexão, mas eliminando distâncias e redefinindo os limites da conectividade no Brasil”, disse Denis Ferreira, presidente da Alares, ao Estadão.
Mercado de banda larga remota esquenta com novos players
O avanço acontece enquanto rivais como Amazon Kuiper e OneWeb projetam estreias no país até 2026. Dados da Telebrasil indicam que mais de 37 mil povoados brasileiros ainda dependem de internet móvel instável ou rádio. Analistas projetam que a combinação de satélites de baixa órbita com provedores regionais reduzirá o custo de aquisição de cliente em até 30 %, barateando o acesso em fazendas, marinas e rotas rodoviárias.
O que você acha? A chegada de mais satélites vai finalmente democratizar a internet no campo? Para acompanhar outras movimentações do setor, acesse nossa editoria de Tecnologia.
Crédito da imagem: Divulgação / Starlink