CEO fala em “oportunidade única” e promete acelerar entregas e conectividade rural
Amazon enfrenta questionamentos de analistas após detalhar, recentemente, um investimento recorde em inteligência artificial que deve remodelar seus serviços de nuvem, varejo on-line e logística global.
- Em resumo: Andy Jassy estima que a divisão de IA já gere US$ 15 bi anuais e projeta expansão agressiva até 2026.
US$ 200 bilhões para liderar a corrida da IA
Na carta anual aos acionistas, Jassy confirmou que o orçamento de capital da companhia crescerá cerca de 60 % para sustentar data centers, chips proprietários e robótica – cifra sem paralelo entre os rivais, segundo levantamento da Canaltech.
“Não vamos ser conservadores na forma como conduzimos isso — estamos investindo para sermos líderes relevantes, e nossos negócios futuros, receita operacional e fluxo de caixa livre serão muito maiores por causa disso”, reforçou o executivo.
A ofensiva deve fortalecer o Amazon Web Services, cuja receita de soluções de IA já corre em ritmo de US$ 15 bilhões anuais, aproximando-se de iniciativas como a parceria Microsoft-OpenAI. Para o varejo, a companhia prepara algoritmos que recomendam produtos em tempo real, enquanto armazéns robotizados ganham braço humano-mecânico Sparrow para acelerar separação de pedidos.
Risco calculado ou aposta ousada?
Apesar do entusiasmo interno, o papel da Amazon acumula queda superior a 4 % no ano. Parte do mercado teme que o ciclo de investimentos se alongue antes de converter margens em lucro. Dados da IDC indicam que gastos globais com IA generativa devem saltar de US$ 16 bi em 2023 para US$ 143 bi em 2027, sinalizando retorno potencial — mas não garantido — para quem investir cedo.
A empresa também quer estender entrega em dois dias a zonas rurais dos EUA por meio de antenas Low-Earth Orbit, competindo com Starlink da SpaceX. Segundo analistas do Morgan Stanley, desbloquear esses nichos pode adicionar até US$ 12 bi à receita anual de comércio eletrônico da gigante.
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Crédito da imagem: Divulgação / Amazon