Falhas nos códigos de série e embalagens expõem fraude em remédios para emagrecer
Anvisa suspendeu, na última quinta-feira (2), a circulação de três lotes adulterados do antidiabético Mounjaro após confirmar que as canetas injetáveis tinham números de série inexistentes e materiais diferentes dos originais.
- Em resumo: Três lotes de Mounjaro e Mounjaro KwikPen foram considerados falsos e estão proibidos em todo o país.
Sinais que entregaram a adulteração
A detecção partiu da própria fabricante Eli Lilly, que notou divergências de registro, leitura falha do QR Code e até qualidade inferior na impressão das caixas. Segundo apuração da CNN Brasil, esses detalhes foram suficientes para acionar a vigilância sanitária e impedir novas vendas.
“Sem controle de qualidade, esterilidade ou rastreabilidade, medicamentos produzidos clandestinamente podem representar sérios perigos para os consumidores”, alerta a nota oficial da Anvisa.
Mercado negro de tirzepatida avança e amplia riscos
A agência também mandou recolher todas as canetas rotuladas como Tirzec, versão sem registro da mesma substância (tirzepatida). A medida ecoa uma operação da Polícia Federal de novembro de 2025 que desmontou um esquema de fabricação caseira do composto. Para o público, a Eli Lilly liberou uma plataforma de verificação on-line: basta escanear o QR Code da embalagem para saber se o número de série é legítimo.
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Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo