Orion acelera além de 40 mil km/h em ensaio final antes do pouso lunar tripulado
Artemis 2 — a primeira missão tripulada da NASA a deixar a órbita baixa desde 1972 — acaba de acionar os motores do módulo Orion para a injeção translunar, etapa decisiva que coloca a espaçonave em rota direta para um sobrevoo de 10 dias ao redor da Lua.
- Em resumo: Queima de 18 minutos tirou a tripulação da zona de influência terrestre e iniciou a fase mais crítica dos testes.
Por que este voo é decisivo para o programa Artemis
O sucesso da manobra garante validação em campo de sistemas vitais, como escudos térmicos atualizados, suporte de vida de longa duração e comunicação a 400 mil quilômetros da Terra. Segundo a The Verge, qualquer falha agora poderia adiar não só o pouso planejado para Artemis 3, mas todo o cronograma de construção da Gateway, a futura estação em órbita lunar.
“A injeção translunar da Artemis 2 é o teste real de nossos sistemas de navegação e proteção térmica antes que levemos humanos ao solo lunar,” destacou a engenheira-chefe da missão, Catherine Koerner, em coletiva da NASA.
Impacto direto: da órbita lunar às futuras bases permanentes
Além de sobrevoar o lado oculto da Lua, a tripulação realizará experimentos sobre radiação cósmica e desempenho de células solares em ambiente profundo. Esses dados alimentarão projetos de habitats infláveis e usinas de energia que a agência pretende instalar perto do polo sul lunar até 2030, região rica em gelo de água — recurso-chave para combustível e consumo humano.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA