Ascensão do ‘Islamofascismo’ reabre caminho para novos ataques

ELIANE RIBAS SCHEMELER
2 Leitura mínima
Disclosure: This website may contain affiliate links, which means I may earn a commission if you click on the link and make a purchase. I only recommend products or services that I personally use and believe will add value to my readers. Your support is appreciated!

Expressão volta ao centro do debate e pode moldar a próxima ofensiva no Oriente Médio

Islamofascismo — termo que ganhou força pós-11/9 — ressurgiu 33% mais citado em 2025 e, segundo especialistas, vem sendo usado para justificar bombardeios contra Irã, Gaza e até reprimir protestos pró-Palestina no Ocidente.

  • Em resumo: rótulo coloca qualquer movimento muçulmano como “ameaça existencial”, abrindo espaço para ações militares sem debate legal.

Da neoconservadora Norman Podhoretz à retórica atual de Netanyahu

Cunhada por pensadores neoconservadores como Norman Podhoretz, a palavra tornou-se munição ideológica que liga Hamas, Hezbollah e a República Islâmica a regimes nazistas. Benjamin Netanyahu, em 2015, chegou a alegar que o avô do Holocausto teria sido um líder palestino — falsidade contestada por acadêmicos. O discurso ecoa em tabloides que tratam ataques a Teerã como “guerra justa”, aponta reportagem da Reuters.

“Quem chama toda dissidência de fascismo busca licença para o uso ilimitado da força”, resume a cientista política Anne Norton, citada no estudo original.

Impacto imediato: direitos civis e direito internacional em risco

Ao equiparar manifestações, partidos verdes britânicos e até ONGs pró-Palestina a “blackshirts” muçulmanos, a narrativa dribla salvaguardas democráticas, alerta o historiador Juan Cole. Organizações de direitos humanos lembram que lógica parecida precedeu o Patriot Act nos EUA e a expansão de vigilância na UE. Relatores da ONU já sinalizam preocupação com islamofobia institucionalizada, tendência que pode ganhar tração caso os EUA e Israel ampliem operações no Golfo Pérsico.

O que você acha? O termo exagerado deve ser combatido no debate público ou é parte legítima da liberdade de expressão? Para mais análises, visite nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / Atta Kenare / AFP




Compartilhe este artigo
Eliane Ribas Schemeler é colaboradora do Mostrando pra Você, dedicada à cobertura de notícias gerais, acontecimentos do Brasil e do mundo, com atenção especial ao Rio Grande do Sul. Seu foco é levar ao público informações relevantes do dia a dia, incluindo atualizações importantes, fatos de interesse público e conteúdos que impactam diretamente a sociedade.