Operação intensifica ofensiva de Washington contra “narcoterroristas” na rota do Pacífico
EUA – Em uma ação classificada como “cirúrgica”, militares do Comando Sul mataram cinco tripulantes de duas embarcações no leste do Oceano Pacífico, no sábado (11), segundo transmissão da Band. O ataque, autorizado pelo general Francis L. Donovan, ocorre em rotas marítimas conhecidas por contrabando de drogas.
- Em resumo: Forças norte-americanas abriram fogo, mataram cinco suspeitos e resgataram um sobrevivente, sem baixas próprias.
Vídeos e números ampliam pressão política
Gravações divulgadas no X mostram as explosões que atingem os barcos, enquanto o Pentágono sustenta que a operação segue padrões legais. De acordo com a agência Reuters, já são pelo menos 168 mortos desde setembro, quando a Casa Branca passou a rotular cartéis latino-americanos como “narcoterroristas”.
“Os Estados Unidos estão em conflito armado com cartéis”, declarou o ex-presidente Donald Trump, justificando o emprego de força letal para conter o fluxo de opioides sintéticos.
Legalidade contestada e impacto na crise do fentanil
Especialistas em direito internacional questionam se a doutrina antiterror se aplica a grupos criminais comuns. Críticos lembram que, segundo o CDC, mais de 74 mil norte-americanos morreram de overdose de fentanil em 2023, mas 90% da substância entra por postos terrestres na fronteira com o México. A escalada militar no Pacífico, portanto, pode ter alcance limitado no combate ao opioide.
O Comando Sul insiste que as patrulhas marítimas enfraquecem a logística dos cartéis e citou a ativação imediata da Guarda Costeira para resgatar o único sobrevivente. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla que inclui cooperação com marinhas da América Latina e uso de drones de vigilância de longo alcance.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters