Advertência de Teerã revela perigo de conflito regional ampliado
Mohammad Bagher Ghalibaf – presidente do Parlamento do Irã – alertou que “o tempo está se esgotando” se Israel mantiver os bombardeios contra alvos no Líbano, colocando em xeque as conversas indiretas de cessar-fogo conduzidas por Washington entre Teerã e Tel Aviv.
- Em resumo: investidas israelenses contra o Hezbollah reacendem tensão e ameaçam paralisar a diplomacia EUA-Irã.
Escalada no fronte norte pressiona a diplomacia
Na última quinta-feira, artilharia israelense voltou a atingir o sul libanês, reduto do Hezbollah. A reação provocou novas trocas de foguetes na fronteira e empurrou os negociadores a um impasse, segundo a Reuters.
“Time is running out”, declarou Ghalibaf durante sessão parlamentar transmitida pela televisão estatal iraniana.
Contexto: por que o Líbano virou peça-chave
Desde a guerra de 34 dias em 2006, Israel e Hezbollah mantêm um frágil equilíbrio. Qualquer faísca pode arrastar Síria e Irã para o confronto direto, ao mesmo tempo em que forças norte-americanas estacionadas no Golfo monitoram o avanço das milícias aliadas a Teerã. Analistas lembram que, em 2023, incidentes similares elevaram o preço do barril de petróleo em 4%, mostrando o potencial econômico de uma escalada.
A preocupação de Washington vai além da segurança de Israel: um colapso das conversas de cessar-fogo pode inviabilizar o acordo nuclear iraniano e fortalecer blocos rivais no Conselho de Segurança da ONU. Para o Líbano, já imerso em crise financeira, uma nova guerra significaria cortes de energia, fuga de capitais e agravamento da emergência humanitária.
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Crédito da imagem: Divulgação / Al Jazeera