Denúncias de contas triplicadas e esgoto lançado ao rio dominam debate
Aegea/Corsan – Em audiência pública realizada nesta terça-feira (5) na Comissão de Defesa do Consumidor, a companhia de saneamento enfrentou uma enxurrada de relatos sobre cobranças consideradas abusivas e falhas graves na qualidade da água fornecida no Rio Grande do Sul.
- Em resumo: hotéis relatam saltos de R$ 4 mil para R$ 12 mil na conta de água, enquanto moradores exibem vídeos de água turva saindo das torneiras.
Contas que explodem: impacto direto nos pequenos negócios
Caso emblemático, apresentado pela Associação Gaúcha de Defesa dos Consumidores de Água, Esgoto e Energia (Agade), mostra estabelecimentos hoteleiros ameaçados de fechar as portas após reajustes que triplicaram as faturas. De acordo com o presidente da entidade, Matheus Junges, “isso representa o decreto de falência para muitos”, afirmou em tom crítico durante o encontro. Situação semelhante já havia sido noticiada pela G1, que apontou escalada de preços em cidades atendidas pela empresa.
“Triplicou a conta de água só por conta das tarifas. Em alguns casos, isso representa o decreto de falência dessa empresa”, relatou Matheus Junges, presidente da Agade.
Qualidade da água e esgoto in natura expõem risco ambiental
Além da pressão financeira, vídeos compartilhados nas redes do Movimento Contra os Abusos da Aegea (MAG) mostram água amarelada em bairros de Torres. A Defensoria Pública do Estado já notificou a concessionária por esgoto despejado sem tratamento no Rio Mampituba, mesmo com cobrança de taxa elevada. Especialistas lembram que, desde o novo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020), as concessionárias devem universalizar o acesso à água potável até 2033, sob pena de sanções.
A audiência contou com representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), Agergs e entidades do comércio e turismo. A Aegea limitou-se a dizer que responderá apenas após conhecer o teor das manifestações.
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Crédito da imagem: Divulgação / Câmara dos Deputados