Fenômeno atmosférico ameaça intensificar a instabilidade na região
MetSul Meteorologia — Modelos de previsão indicam que uma extensa área de baixa pressão permanecerá estacionada sobre as latitudes médias da América do Sul nos próximos dias, liberando volumes elevados de chuva e provocando temporais que podem culminar na formação de um ciclone extratropical no fim da semana.
- Em resumo: Instabilidade prolongada pode transformar-se em ciclone, elevando o risco de alagamentos e ventos acima de 90 km/h.
Por que a baixa pressão pode ganhar força?
Segundo os meteorologistas, o sistema recebe um constante aporte de umidade da Amazônia combinado a ondulações de ar frio vindas do Pacífico. Esse contraste térmico alimenta a convecção e, caso a pressão continue caindo, há chance de rotação ciclônica típica de sistemas extratropicais. O processo é semelhante ao descrito pelo G1, que explica como se forma um ciclone quando massas de ar de diferentes temperaturas colidem sobre o oceano.
“Uma área de baixa pressão vai atuar por vários dias seguidos nas latitudes médias da América do Sul com muita chuva e temporais, podendo dar origem a um novo ciclone extratropical no final da semana”, prevê a MetSul Meteorologia.
Histórico recente acende sinal de alerta
A possível formação acontece menos de um ano depois do ciclone que, em setembro de 2023, deixou mais de 30 mortos e provocou prejuízos milionários no Rio Grande do Sul. Eventos semelhantes também foram registrados em maio de 2022, quando o ciclone Yakecan gerou rajadas de até 110 km/h no litoral sul brasileiro. Esses episódios revelam uma tendência de sistemas mais frequentes e intensos, alinhada a estudos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) que apontam o aquecimento dos oceanos como combustível extra para tempestades fora dos trópicos.
Autoridades locais já monitoram rios como o Guaíba e o Uruguai, cuja bacia costuma responder rapidamente a grandes acumulados de precipitação. Defesa Civil e aeroportos regionais revisam planos de contingência, enquanto produtores rurais de arroz e soja antecipam colheitas para reduzir perdas com possíveis enchentes.
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Crédito da imagem: Divulgação / MetSul Meteorologia