Beirute exige cessar-fogo antes de negociar paz com Israel

ELIANE RIBAS SCHEMELER
3 Leitura mínima
Disclosure: This website may contain affiliate links, which means I may earn a commission if you click on the link and make a purchase. I only recommend products or services that I personally use and believe will add value to my readers. Your support is appreciated!

Delegação libanesa leva ultimato a Israel em encontro nos EUA

Líbano – Em meio à continuidade dos bombardeios na fronteira, Beirute avisou que só abrirá diálogo de paz se Tel Aviv concordar primeiro com um cessar-fogo total contra o Hezbollah, revelaram fontes oficiais à agência Reuters recentemente.

  • Em resumo: Trégua virou pré-requisito libanês para qualquer tratado de paz.

Washington vira palco de possível virada diplomática

Autoridades confirmaram que representantes libaneses, israelenses e norte-americanos se reúnem na próxima semana no Departamento de Estado, em Washington. Segundo informou a Reuters, a missão libanesa pretende “discutir e anunciar” a paralisação dos ataques ainda no encontro.

“Precisamos dos Estados Unidos como mediador e garantidor de qualquer acordo”, afirmou uma autoridade de alto escalão de Beirute à agência.

Trégua anterior ruiu em março; tensão remonta a 2006

O pedido libanês ecoa a trégua de 20 dias mediada por Washington em novembro de 2024, rompida em março logo após a guerra que envolveu EUA, Israel e Irã. Desde a guerra de 2006, quando o Hezbollah enfrentou Israel durante 34 dias, fronteira e espaço aéreo seguem sob vigilância constante. Analistas lembram que o movimento xiita controla parte do sul do Líbano e integra o Parlamento, o que complica qualquer acordo sem sua anuência.

Fontes israelenses admitem planejamento para “reduzir a intensidade” das operações nos próximos dias, mas o Exército reiterou que “a operação no Líbano continua”. O impasse também envolve se o país estava ou não incluído no cessar-fogo anunciado por EUA e Irã nesta semana; Washington e Tel Aviv dizem que não, enquanto Beirute, Paquistão e Teerã defendem o contrário.

Para especialistas de centros como o International Crisis Group, um cessar-fogo agora poderia abrir caminho para tratados de delimitação marítima — similares ao acordo histórico de 2022 sobre gás no Mediterrâneo — e, a longo prazo, reduzir o risco de uma guerra regional envolvendo Síria e Irã.

O que você acha? O cessar-fogo deve ser condição ou consequência das negociações? Para mais análises sobre o cenário internacional, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Reuters / Divulgação

Compartilhe este artigo
Eliane Ribas Schemeler é colaboradora do Mostrando pra Você, dedicada à cobertura de notícias gerais, acontecimentos do Brasil e do mundo, com atenção especial ao Rio Grande do Sul. Seu foco é levar ao público informações relevantes do dia a dia, incluindo atualizações importantes, fatos de interesse público e conteúdos que impactam diretamente a sociedade.