Declaração incendiária no Monte do Templo reacende tensão em Jerusalém
Itamar Ben Gvir – Às 14h43 (Brasília UTC-3) deste domingo, o ministro da Segurança Nacional de Israel entrou no complexo de Al-Aqsa, afirmando sentir-se “o proprietário” do local e exigindo maior liberdade para orações judaicas.
- Em resumo: A visita, feita dias após o fim de um bloqueio de 40 dias a fiéis palestinos, amplia o temor de mudança no status quo religioso.
Visita relâmpago expõe disputa sobre o status quo
Ben Gvir cruzou os portões da Esplanada das Mesquitas menos de uma semana depois de Israel reabrir o santuário aos muçulmanos. Segundo a Reuters, autoridades israelenses já vinham prolongando incursões de ultranacionalistas no local, contrariando o acordo de 1967 que restringe rezas judaicas ali.
“Hoje, eu me sinto o dono daqui. Continuarei pressionando o primeiro-ministro para irmos cada vez mais longe”, declarou Ben Gvir durante a filmagem distribuída por seu gabinete.
Risco diplomático e impacto regional
Amã, guardiã reconhecida do santuário, qualificou a visita como “profanação” e advertiu para consequências. Já o gabinete de Mahmoud Abbas alegou que a ação “pode aprofundar a instabilidade” em toda a região. Analistas lembram que episódios semelhantes em 2021 precederam 11 dias de confronto em Gaza e elevaram a tensão com países árabes que normalizaram relações com Israel.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters / Ammar Awad