Mercado reage com fortes oscilações diante de novo risco geopolítico
Donald Trump elevou a tensão no Golfo Pérsico ao anunciar, recentemente, um bloqueio naval no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. A decisão imediatamente puxou a cotação do barril para cima e levou os índices futuros de Nova York ao campo negativo, sinalizando aversão ao risco.
- Em resumo: bloqueio em Ormuz pressiona oferta global e gera fuga de investidores de ativos de risco.
Por que Ormuz importa tanto para o seu bolso?
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Mar de Omã e, segundo estimativas da Reuters, cerca de 21% do comércio marítimo de petróleo cru passa diariamente por seus 33 quilômetros de largura. Qualquer interrupção ali costuma refletir em aumento imediato dos combustíveis, encarecendo transporte, alimentos e, em cascata, o custo de vida em várias economias.
“Os futuros das bolsas de Nova York caíram e o petróleo subiu após Donald Trump anunciar um bloqueio no Estreito de Ormuz, entre o Irã e Omã, pressionando o risco percebido sobre o fluxo de energia”, diz o informe de mercado divulgado nesta segunda-feira (13).
Efeito cascata nas bolsas e nas bombas de combustível
Com o Brent superando a faixa de US$ 85, analistas começam a rever projeções de inflação para o segundo semestre. Historicamente, altas superiores a 7% no barril em um curto espaço de tempo impactam diretamente o preço da gasolina em até três semanas, segundo dados da Agência Internacional de Energia. No Brasil, a Petrobras costuma repassar variações expressivas do mercado externo em seus ajustes de paridade de importação.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters