Projeto piloto grava “quase acidentes” para antecipar riscos nas ruas
BMW – A montadora alemã iniciou, na Alemanha, um programa que coleta imagens e dados em tempo real dos sensores do novo iX3 para treinar sistemas de condução semiautônoma, mirando frenagens bruscas e desvios repentinos que simuladores não reproduzem fielmente.
- Em resumo: Sensores só gravam quando o freio automático ou a correção de faixa entram em ação, gerando um banco de dados anônimo de situações críticas.
Análise: por que a BMW aposta em “quase acidentes”?
A estratégia une milhares de carros em uma “rede viva de aprendizado”, conceito que lembra o usado pela Tesla desde 2016. Segundo reportagem do TechCrunch, quanto mais variado o cenário, mais rápido a IA aprende a prever cenários de risco — algo crucial para atingir o Nível 3 de direção autônoma na União Europeia.
Rostos de pessoas e placas de outros veículos são desfocados antes mesmo de serem enviados aos servidores.
Privacidade sob holofote da regulamentação europeia
O programa chega em meio ao reforço do GDPR e ao novo Regulamento de Inteligência Artificial da UE, que exige explicações auditáveis sobre como dados são processados. Para escapar de polêmicas que atingiram rivais, a BMW remove automaticamente o número de identificação do veículo antes do upload e planeja ampliar o piloto para outros países europeus ainda este ano.
Mercado analistas lembram que, em 2023, a McKinsey estimou que sistemas de suporte à direção avançada podem reduzir acidentes fatais em até 20% quando treinados com cenários reais — dado que reforça a corrida de fabricantes por esse tipo de coleta colaborativa.
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Crédito da imagem: Divulgação / BMW