Movimento do PL acelera bastidores e coloca pré-candidatos em alerta
Partido Liberal (PL) intensificou as articulações para definir quem disputará a única vaga paulista no Senado em 2026, e a decisão, segundo Valdemar Costa Neto, caberá exclusivamente a Jair e Eduardo Bolsonaro.
- Em resumo: André do Prado tenta se firmar, mas só avança se convencer pai e filho Bolsonaro.
Visita aos EUA e sondagens internas reforçam campanha de Prado
Para ganhar pontos com o clã, André do Prado programou viagem aos Estados Unidos, onde deve se reunir com Eduardo Bolsonaro e alinhar discurso conservador. Paralelamente, o PL encomendou pesquisa qualitativa e quantitativa, movimento similar ao adotado por outras siglas, como ressalta levantamento da CNN Brasil, para medir a força de cada nome antes de bater o martelo.
“Quem vai escolher é o Eduardo (Bolsonaro) e o Jair (Bolsonaro)”, enfatizou Valdemar Costa Neto.
Disputa interna: Frias, Feliciano e o fator bolsonarista
Mário Frias e Marco Feliciano despontam como alternativas bem-vistas por segmentos ideológicos alinhados a Eduardo Bolsonaro. Já o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo, perdeu espaço nas últimas semanas, reflexo do peso que o ex-presidente ainda exerce na legenda. Especialistas lembram que a cadeira hoje pertence a Mara Gabrilli (PSD) e ficará aberta em 2026, ano em que o estado, historicamente competitivo, deve registrar recorde de campanhas digitais e gastos em mídia.
O cenário é ainda mais estratégico para o PL porque São Paulo concentra quase 23% do eleitorado nacional e, desde 2018, tornou-se reduto fundamental do bolsonarismo. Em 2022, Jair Bolsonaro obteve 55% dos votos válidos no segundo turno no estado, dado que sustenta a avaliação de que o próximo senador pode ampliar a bancada fiel ao ex-presidente em Brasília.
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Crédito da imagem: Divulgação / Jovem Pan