Ex-deputado abandona projeto ao Senado e mira o cargo máximo do país
Cabo Daciolo – ex-parlamentar e figura polêmica das eleições de 2018 – anunciou recentemente sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Mobiliza, antigo PMN, invertendo a rota que o levaria ao Senado.
- Em resumo: Daciolo quer repetir o feito de 2018, quando superou nomes tradicionais gastando apenas R$ 808.
Retorno ao cenário nacional reacende debate de 2018
Em 2018, o então candidato do Patriota surpreendeu ao terminar em 6.º lugar com 1,34 milhão de votos – desempenho que deixou para trás políticos de carreira como Marina Silva e Henrique Meirelles, segundo levantamento do G1. O retrospecto serve de trunfo para manter seu discurso de “outsider” que combate o sistema.
“Eu não tenho ouro, não tenho prata, mas o que nós temos o homem mais rico do mundo não pode comprar. Não estou à venda para o sistema.” — Cabo Daciolo
Mobiliza tenta se firmar e atrair eleitor cansado
Após mudar de nome para Mobiliza, o antigo PMN busca projeção nacional. Nas últimas quatro eleições, o partido não ultrapassou 0,3% dos votos para a Câmara, índice que ameaça seu acesso ao fundo partidário. A aposta na visibilidade de Daciolo pode garantir cláusula de desempenho e verba de campanha maior em 2026.
Especialistas lembram que legendas de menor porte costumam ganhar espaço digital com candidaturas de forte apelo religioso ou antissistema, nicho que o ex-bombeiro domina ao manter lives frequentes e comparecer a eventos evangélicos. Se repetir o engajamento de 2018, Daciolo pode desequilibrar a distribuição de tempo de TV e influenciar debates regionais, mesmo sem coligação robusta.
O que você acha? A candidatura de Daciolo consegue furar a bolha e mexer no tabuleiro político de 2026? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Instagram de Cabo Daciolo