Indicado de Lula destaca valores pessoais para conquistar vaga no Supremo
Jorge Messias — atual advogado-geral da União e escolhido por Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a cadeira deixada por Rosa Weber — enviou recentemente uma carta de 16 páginas ao Senado em que exalta “fé, ética e compromisso com a Constituição” como credenciais para a sabatina que definirá seu futuro no Supremo Tribunal Federal (STF).
- Em resumo: Messias reforça princípios morais, promete “neutralidade partidária” e já articula apoios chave no Senado.
Da alcunha “Bessias” à disputa pela toga
Conhecido nacionalmente desde o episódio do áudio envolvendo Dilma Rousseff em 2016, Messias — na época subchefe para Assuntos Jurídicos — consolidou carreira como procurador da Fazenda antes de chegar à Advocacia-Geral da União. Em sua carta, ele relembra essa trajetória e frisa que, se aprovado, “atuará com humildade e senso de dever”. Segundo levantamento do G1, o jurista é considerado habilidoso nos bastidores e tem bom trânsito entre senadores de diferentes partidos.
“Minha missão será defender a supremacia da Constituição e garantir que a Justiça alcance todos os brasileiros, sem distinção”, escreveu o candidato ao STF.
Sabatina, votos necessários e sinal verde de Mendonça
A Comissão de Constituição e Justiça deve analisá-lo até a primeira quinzena de dezembro. Para ser confirmado, Messias precisa de maioria simples na CCJ e 41 votos no plenário. Fontes do Senado estimam que ele já conta com pelo menos 50 manifestações favoráveis.
O gesto público de apoio do ministro André Mendonça — indicado por Jair Bolsonaro em 2021 — também pesa a favor. Mendonça elogiou a postura “dialogal” do colega da AGU e disse que “o Supremo ganha quando pessoas com valores se dispõem a servir”. Além disso, o Planalto intensificou conversas com líderes partidários para evitar surpresas no dia da votação.
O que você acha? A ênfase de Messias em fé e ética é suficiente para assegurar sua aprovação? Para mais análises sobre bastidores de Brasília, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo