Casa Branca vê Pix como ameaça a Visa e Mastercard, aponta relatório

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Documento cita risco competitivo e reacende debate sobre o poder do Banco Central no mercado de pagamentos

Governo dos Estados Unidos voltou a mirar o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos ao afirmar que o Pix cria “desvantagem” para empresas de cartão de crédito como Visa e Mastercard, segundo relatório publicado na última quarta-feira (1º).

  • Em resumo: Casa Branca teme que regras do Banco Central brasileiro favoreçam o Pix e prejudiquem fornecedores americanos.

Pix sob suspeita de tratamento preferencial

O documento, parte da Estimativa de Comércio Nacional de 2026, alega que o Banco Central criou e regula o Pix e que instituições com mais de 500 mil contas são obrigadas a oferecer o serviço. Conforme detalhou a Reuters, Washington teme que essa combinação de regulação e obrigatoriedade distorça a concorrência internacional.

“O uso do Pix é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas”, pontua o relatório, acrescentando que o arranjo “pode prejudicar fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos”.

O impacto bilionário por trás da crítica

Lançado em 2020, o Pix já ultrapassou 150 milhões de usuários e, só em 2024, movimentou mais de R$ 17 trilhões, segundo dados do Banco Central do Brasil. Cada transação custa centavos, contra taxas que podem chegar a 5% nos cartões de crédito — um choque direto no modelo de receita de bandeiras e adquirentes.

Para o varejo, isso significa margens mais largas; para o consumidor, pagamentos 24/7 sem tarifas. Do lado dos emissores de cartão, porém, a expansão ameaça cerca de US$ 15 bilhões anuais em taxas cobradas no País, de acordo com estimativas de consultorias do setor.

O relatório americano ainda lista outros pontos de atrito comercial, como mineração ilegal de ouro, extração clandestina de madeira e o PL dos Mercados Digitais, reforçando que multas de até 20% do faturamento global poderiam recair sobre “empresas dos EUA”.

O que você acha? O Pix deve ser revisto para acomodar interesses estrangeiros ou seguir como está? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Casa Branca

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