Paquistão costura “Acordo de Islamabad” e corre contra o relógio
Irã e Estados Unidos – receberam da diplomacia paquistanesa um esboço de cessar-fogo que, se aceito, entra em vigor nesta segunda-feira (6) e pode reabrir o estratégico Estreito de Ormuz, segundo fonte ouvida pela Reuters.
- Em resumo: pausa imediata nas hostilidades, seguida de pacto nuclear final em 15-20 dias.
- Impacto direto: rota por onde passa 20% do petróleo global voltaria a operar sem riscos de bloqueio.
Dois passos para baixar a temperatura no Golfo
Batizado provisoriamente de “Acordo de Islamabad”, o documento prevê um memorando de entendimento assinado eletronicamente, mediado por Islamabad. O marechal de campo Asim Munir manteve conversas noturnas com o vice-presidente norte-americano JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o chanceler iraniano Abbas Araqchi, detalhou a agência Reuters.
“Todos os elementos precisam ser acordados hoje”, disse a fonte, alertando para a janela curta de negociação.
Por que o Estreito de Ormuz importa tanto?
Cerca de um quinto do petróleo consumido no planeta cruza diariamente o estreito. Qualquer interrupção faz os preços dispararem, como visto em crises de 2019 e 2023. Analistas lembram que Teerã já ameaçou bloquear a passagem em resposta a sanções ocidentais; Washington, por sua vez, mantém presença naval reforçada na área. Um acordo agora reduziria o prêmio de risco cobrado pelo mercado e aliviaria a inflação global de energia.
O texto também coloca na mesa concessões nucleares do Irã em troca de alívio de sanções e liberação de ativos congelados — sinal de possível reanimação do JCPOA, tratado de 2015 abandonado por Washington em 2018.
O que você acha? O cessar-fogo vai sair do papel ou esbarrará em desconfianças antigas? Para acompanhar os próximos lances, acesse nossa editoria de Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Guarda Revolucionária do Irã