Filho de Cássia Eller mira trajetória solo sem depender do legado da mãe
Chico Chico – que se apresenta em Brasília em 25 de abril – explicou, em entrevista ao portal Metrópoles, por que prefere não usar o sobrenome Eller nos créditos artísticos. A decisão, segundo o músico, é peça-chave de sua estratégia para ser reconhecido por composições próprias, longe do rótulo de “herdeiro” da icônica roqueira.
- Em resumo: cantor quer evitar comparações automáticas e fortalecer identidade autoral.
Mais do que herança: autonomia artística em foco
Ao comentar a escolha, Chico Chico ressaltou que carregar um nome lendário poderia “pender a balança” das expectativas do público. A prática é comum entre artistas de segunda geração que buscam espaço próprio – caso semelhante ocorreu com Jakob Dylan, filho de Bob Dylan, analisado pela Rolling Stone.
Em entrevista ao Metrópoles, o músico afirmou que a decisão visa dissociar sua imagem de comparações imediatas com o repertório de Cássia Eller.
O peso e o privilégio de um sobrenome histórico
Cássia Eller – falecida em 2001 e eleita pela Rolling Stone Brasil como uma das 30 maiores vozes do país – marcou o rock nacional na década de 1990 com hits como “Malandragem” e “O Segundo Sol”. Carregar esse legado mantém portas abertas, mas também amplia a pressão por resultados, apontam especialistas do mercado fonográfico.
Com repertório autoral que mescla folk e MPB, Chico Chico tem rodado o país desde 2015 e prepara singles inéditos para o segundo semestre. A estratégia de omitir o “Eller” reforça a ideia de que cada música seja avaliada por mérito próprio, sem “atalhos” de fama familiar.
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Crédito da imagem: Divulgação / Metrópoles