Prazos escalonados aliviam fila de documentos e evitam corte de benefícios
Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) adiou a obrigatoriedade da Carteira de Identidade Nacional (CIN) para quem recebe programas sociais, garantindo mais tempo para o cadastro biométrico gratuito.
- Em resumo: quem não possui biometria agora só precisará da CIN em janeiro de 2027.
Novo calendário: quem precisa da CIN e quando
A decisão cria duas faixas de prazo. Beneficiários sem qualquer registro biométrico — caso de milhões de inscritos no Bolsa Família — deverão emitir a CIN até janeiro de 2027. Já quem possui dados no Tribunal Superior Eleitoral, CNH ou passaporte terá até janeiro de 2028 para trocar o documento, conforme detalhou o MGI em nota oficial publicada pelo G1.
“O primeiro passo para a emissão da carteira de identidade nacional é acessar o gov.br/identidade, entrar no link de agendamento de seu estado e marcar a coleta da biometria”, orienta o ministério.
Por que o governo mudou o prazo?
Antes da revisão, a obrigatoriedade poderia barrar liberações já a partir de maio, o que afetaria diretamente famílias de baixa renda. O recuo alinha o cronograma ao ritmo dos institutos de identificação estaduais e evita sobrecarga nos postos de atendimento. De acordo com levantamentos da Plataforma +Brasil, atualmente mais de 21 milhões de beneficiários ainda não possuem qualquer dado biométrico no sistema federal.
Além da certidão de nascimento ou casamento para a versão física, a CIN digital permitirá integrar CNH, título de eleitor e até dados de saúde, aproximando o país de iniciativas internacionais de identidade única.
O que você acha? O novo calendário traz alívio ou cria nova burocracia? Para mais análises sobre políticas públicas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / MGI