Teste genético único definirá elegibilidade e pode mudar panorama olímpico
Comitê Olímpico Internacional (COI) – em 26 de março de 2026, a entidade anunciou que, já nos Jogos de Los Angeles 2028, a categoria feminina será reservada exclusivamente a atletas que não apresentem o gene SRY, marcador biológico do sexo masculino.
- Em resumo: mulheres seguirão na disputa entre si; quem testar positivo para SRY ficará fora das provas femininas.
Por que o teste SRY é decisivo
Segundo o COI, bastará um exame genético — bucal, salivar ou sanguíneo — para atestar a presença do gene que dispara a puberdade masculina. A justificativa apoia-se em dados que indicam vantagens físicas irreversíveis, de até 20% em saltos e arremessos, mesmo após supressão hormonal, explicam especialistas consultados pela agência Reuters.
Kirsty Coventry, presidente do COI: “Não seria justo nem seguro permitir que machos biológicos compitam na categoria feminina.”
Efeito dominó para federações e patrocinadores
A medida não vale para competições amadoras, mas cria precedente forte. Nos Estados Unidos, o governo restabeleceu em 2025 a ordem Keeping Men Out of Women’s Sports, endurecendo a concessão de vistos a competidores trans. Agora, federações de atletismo, natação e boxe estudam adotar protocolo similar, temendo ações judiciais e perda de audiência.
Mercadologicamente, especialistas projetam que marcas voltadas ao público feminino podem revisitar contratos após a decisão. Em Tóquio 2021, o segmento gerou US$ 2,2 bilhões em patrocínios; analistas preveem crescimento caso a percepção de “jogo justo” seja restabelecida.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters