Congresso dos EUA acusa Moraes de censura e cita risco em 2026

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Documento vê ameaça a empresas americanas e pressiona a diplomacia brasileira

Comissão Judiciária da Câmara dos Estados Unidos — presidida pelo republicano Jim Jordan — divulgou recentemente um relatório que imputa ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a tentativa de restringir a liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos, com potencial reflexo nas eleições brasileiras de 2026.

  • Em resumo: Parlamento dos EUA fala em “regime de censura” conduzido por Moraes e alerta Big Techs sobre ordens sigilosas.

Ordens sigilosas e pressão sobre Big Techs

De acordo com o texto, entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, o ministro teria expedido determinações secretas exigindo que Google, X, Meta e Telegram entregassem dados de usuários ou removessem conteúdo. O relatório sustenta que, se cumprirem as decisões, as plataformas podem ferir princípios constitucionais dos EUA; se as ignorarem, correm o risco de deixar o mercado brasileiro. A repercussão alcançou veículos internacionais, segundo a agência Reuters, que classificou o impasse como “inédito na relação bilateral”.

Muitas das ordens de censura de Moraes têm como alvo opositores políticos, tanto dele quanto de Luiz Inácio Lula da Silva, às vésperas das eleições presidenciais”, aponta o relatório de 01/05.

Escalada política e impacto nas urnas de 2026

O documento retoma as eleições de 2022, quando decisões do STF removeram publicações negativas sobre Lula e, segundo os congressistas, poderiam ter influenciado “um pleito decidido por margem apertada”. O comitê cita ainda a investigação que torna Eduardo Bolsonaro réu por coação, destacando encontros do ex-deputado com Jim Jordan para defender sanções contra autoridades brasileiras.

Especialistas em direito internacional lembram que atritos semelhantes já ocorreram em 2021, quando a Twitter Files expôs pedidos de governos a redes sociais. A diferença, agora, é a proximidade de uma nova eleição presidencial e o envolvimento direto da Câmara norte-americana, o que eleva o grau de pressão sobre Brasília e sobre as multinacionais de tecnologia.

O que você acha? A Comissão dos EUA deve intensificar a investigação ou o caso ficará restrito ao debate político? Para acompanhar outros desdobramentos, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / Jovem Pan

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