Coordenador de Lula alerta para ‘Estado paralelo’ do crime

ELIANE RIBAS SCHEMELER
3 Leitura mínima
Disclosure: This website may contain affiliate links, which means I may earn a commission if you click on the link and make a purchase. I only recommend products or services that I personally use and believe will add value to my readers. Your support is appreciated!

Segurança vira ponto-chave na disputa enquanto crime organizado ganha terreno

Wellington Dias — ministro do Desenvolvimento Social e coordenador político da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva — reconheceu recentemente que a segurança pública se tornou um dos temas mais sensíveis da corrida eleitoral, ao afirmar que “o Brasil convive com um Estado oficial e um Estado paralelo”.

  • Em resumo: Campanha petista vê avanço do crime como risco eleitoral e tenta conter crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas.

‘Estado paralelo’ expõe fragilidade do poder público

No diagnóstico de Dias, facções criminosas ocupam espaços onde o Estado não chegou com serviços básicos. A avaliação encontra eco em levantamentos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que apontam a expansão do controle territorial por grupos armados em grandes cidades.

“A criminalidade está misturada no Brasil. Temos o Estado oficial e o Estado paralelo”, declarou o coordenador, reforçando que a campanha de Lula precisará “mostrar soluções concretas” para reverter essa percepção junto ao eleitorado.

Contexto eleitoral e o avanço de Flávio Bolsonaro

O tema ganha peso porque, segundo pesquisas internas, o senador Flávio Bolsonaro — que herdou a agenda de segurança do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — tem subido nas intenções de voto justamente onde o medo da violência é maior. Para equilibrar o debate, o núcleo petista pretende destacar resultados de governos anteriores, como a redução de 16% nos homicídios entre 2003 e 2010, além de propor integração com estados e municípios.

Relatórios oficiais mostram que o país registrou 47,508 homicídios em 2022, taxa ainda superior à média global. Especialistas ouvidos pela imprensa avaliam que investimentos em inteligência e prevenção social se tornaram urgentes para evitar que facções como PCC e Comando Vermelho ampliem sua influência em regiões periféricas e rotas de fronteira.

O que você acha? A retórica sobre “Estado paralelo” pode influenciar seu voto? Para mais análises sobre o cenário político, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / BBC News

Compartilhe este artigo
Eliane Ribas Schemeler é colaboradora do Mostrando pra Você, dedicada à cobertura de notícias gerais, acontecimentos do Brasil e do mundo, com atenção especial ao Rio Grande do Sul. Seu foco é levar ao público informações relevantes do dia a dia, incluindo atualizações importantes, fatos de interesse público e conteúdos que impactam diretamente a sociedade.