Corrida por segundos na TV: Centrão vira ‘fiador’ de 2026

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Alianças podem dobrar a visibilidade dos pré-candidatos em questão de minutos

Federação União Progressista — formada por União Brasil e PP — lidera a tabela do horário eleitoral gratuito, abrindo uma ofensiva de partidos do Centrão em busca de acordos que ampliem seu tempo de rádio e TV nas eleições presidenciais de 2026.

  • Em resumo: A federação detém 2min28s, mas alianças podem elevar campanhas rivais de 2min para mais de 5min.

Por que cada segundo vale ouro na disputa eleitoral

Pela lei, 90% do tempo do bloco televisivo é distribuído conforme o tamanho da bancada na Câmara; os outros 10% são divididos igualmente entre legendas que superaram a cláusula de barreira. Esse cálculo — baseado nos 106 deputados da União Progressista — garante 20,78% dos 12min30s totais do primeiro turno, segundo levantamento da Fundação 1º de Maio citado em reportagem da Reuters.

“O estudo excluiu o partido Novo, que não atingiu a cláusula de desempenho em 2022”, aponta Henrique Cardoso Oliveira, cientista político responsável pelo mapeamento do tempo de TV.

Cenários de impacto: Lula, Bolsonaro e Caiado na corrida pelo Centrão

Se mantido o desenho atual, apenas PT, PL e PSD entram no bloco do horário gratuito. Porém, a matemática das coligações pode mudar o jogo: um acordo entre Flávio Bolsonaro (PL) e União Brasil-PP elevaria seu tempo de 2min14s para mais de 5min. Já a federação Brasil da Esperança — encabeçada por Lula — almeja reforço de PSB, PDT e PSOL-Rede, saltando de 1min59s para pouco acima de 3min.

Historicamente, candidatos que controlam ao menos 40% do tempo de exibição alcançam recorde de recall na primeira semana de campanha, segundo a consultoria AtlasIntel. O Centrão, portanto, transforma seus minutos em moeda de alta cotação política, influenciando desde arrecadação até estratégias de mídia digital.

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Crédito da imagem: Divulgação / Kevin David – A7 Press / Estadão Conteúdo

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