Tensão com STF e sessões vazias desafiam a fase final da investigação
CPI do Crime Organizado – Na reta decisiva, a comissão tenta garantir depoimentos de três governadores do Norte e Nordeste e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, enquanto lida com atritos no Supremo Tribunal Federal e a queda de participação dos parlamentares.
- Em resumo: Oitivas finais buscam ligar altas cifras do crime às falhas no controle de fronteiras e lavagem de dinheiro.
Governadores na linha de frente
Os requerimentos aprovados chamam para esta semana os governadores Helder Barbalho (Pará), Gladson Cameli (Acre) e Wilson Lima (Amazonas). A comissão quer mapear como facções expandiram rotas de cocaína pelos rios amazônicos, assunto que já provocou operações federais recentes, de acordo com reportagem da Reuters.
“Oitivas com governadores e tentativa de ouvir Campos Neto são os movimentos derradeiros da investigação, que passa por tensão com o STF e esvaziamento de sessões.”
Campos Neto e o impasse jurídico
A convocação do chefe do Banco Central mira esclarecer fluxos atípicos no sistema financeiro, suspeitos de facilitar a lavagem de bilhões de reais do narcotráfico. Aliados do governo consideram o depoimento vital, mas a defesa de Campos Neto avalia recorrer ao STF, onde liminares vêm restringindo intimações de autoridades com foro.
Ao mesmo tempo, juristas lembram que a CPMI do INSS foi encerrada sem relatório devido a prazos perdidos, acendendo o alerta para que a atual CPI entregue conclusões antes do recesso de julho. O histórico mostra que, desde 2020, menos de 30% das CPIs federais resultaram em recomendações efetivas de indiciamento, segundo dados do Congresso em Foco.
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Crédito da imagem: Divulgação / CartaCapital