Apagões deixam maternidades sem luz e sem alimentos básicos para gestantes
Cuba vive uma combinação explosiva de carência de combustível, racionamento de alimentos e cortes de energia que ameaça diretamente a saúde de quem está prestes a dar à luz.
- Em resumo: Hospitais relatam falta de eletricidade, insumos e até refeições adequadas para gestantes.
- Profissionais temem aumento de complicações obstétricas e mortalidade materna.
Sala de parto às escuras: quando o colapso energético vira risco de vida
Médicos de Havana contam que aparelhos de monitoramento fetal “apagaram” no meio de cirurgias, obrigando equipes a usar lanternas de celular. Relatos semelhantes foram confirmados por um levantamento da agência Reuters, que destaca a pior crise de abastecimento de combustível em três décadas.
“A falta de combustível e os apagões constantes prejudicaram seriamente os serviços de saúde na ilha.”
Escassez de proteínas agrava quadro nutricional das futuras mães
Além da energia instável, a dieta das gestantes sofreu um golpe duro: o tradicional kit alimentar fornecido pelo Estado — ovos, leite em pó e frango — chega a atrasar semanas. Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde, o consumo diário de proteína das cubanas despencou 20% desde 2019, elevando o risco de baixo peso ao nascer.
Analistas lembram que o bloqueio econômico e o recuo do turismo após a pandemia reduziram drasticamente a entrada de divisas. O governo anunciou, em abril, a compra emergencial de 100 MW em geradores, mas especialistas afirmam que a capacidade instalada ainda cobre apenas metade da demanda hospitalar.
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Crédito da imagem: Divulgação / BBC News