Da periferia à seleção: Almada refaz caminho de Tévez

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Do chamado de última hora ao status de titular em construção

Thiago Almada – convocado de emergência por Lionel Scaloni para substituir Joaquín Correa no Mundial do Catar – transformou uma vaga improvável em trilho definitivo para a seleção argentina, repetindo a epopeia iniciada por Carlos Tévez duas décadas antes.

  • Em resumo: de Fuerte Apache ao Atlético de Madrid, o meia já soma 14 jogos e quatro gols pela Albiceleste.

Raízes em Fuerte Apache ecoam a trajetória de Tévez

Crescido entre os blocos do conjunto Exército de Los Andes, Almada encontrou no campo de terra do Santa Clara o mesmo refúgio que projetou Tévez. O bairro, batizado “Fuerte Apache” pela imprensa após um tiroteio nos anos 1990, hoje exibe grafites dos dois ídolos lado a lado. Fora de campo, o meia abriu o restaurante popular “Comedor El Guayo” e financia reforma das escolinhas locais, medidas que reforçam seu vínculo social. Reportagem da ESPN detalha que mais de 250 crianças já utilizam o material doado pelo jogador.

“Ele sempre foi diferente. Desde o ‘baby fútbol’ era claro que faria a diferença”, lembra Esteban Daniel, dirigente do Santa Clara, sobre o talento precoce de Almada.

Transferências recordes e peso de mercado

Após 99 partidas e 23 gols pelo Vélez, Almada tornou-se a transferência mais cara da Major League Soccer ao fechar com o Atlanta United, onde venceu a MLS Cup em 2023 e chamou a atenção europeia. Em 2024, desembarcou no Botafogo como a compra mais alta da história do clube; um ano depois, comemorava Brasileirão e Libertadores antes de ser encaixado no projeto multiclubes de John Textor rumo ao Lyon. Desde julho de 2025, veste o Atlético de Madrid de Diego Simeone, elevando sua cotação para perto de €60 milhões, segundo estimativas da consultoria CIES.

Com 25 anos, Almada chega à Copa de 2026 mais rodado e já decisivo nas Eliminatórias – três gols que garantiram a classificação argentina. Se repetir o desempenho, pode consolidar-se como sucessor natural de Ángel Di María na criação albiceleste.

O que você acha? Almada tem força para liderar a Argentina pós-Messi? Para acompanhar outras histórias de bastidores do futebol, visite nossa editoria de Futebol.


Crédito da imagem: Divulgação / IMAGO

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